Despesas na compra de casa não se resumem ao preço do imóvel. Entre impostos, escritura, registos, custos bancários e seguros, comprar uma habitação envolve vários encargos que devem entrar no orçamento antes de assinar o contrato-promessa de compra e venda ou avançar para a escritura.
Este detalhe é especialmente importante quando existe crédito à habitação. Mesmo que tenha poupanças suficientes para a entrada, continuará a precisar de liquidez para suportar vários custos associados à operação.
Alguns valores são determinados por lei. Outros dependem do preço do imóvel, do financiamento, do banco, dos seguros contratados e até do tipo de serviço utilizado para formalizar a compra.
Neste guia explicamos as principais despesas que deve considerar ao comprar casa em Portugal, incluindo as regras fiscais relevantes em 2026.
Quais são as principais despesas na compra de casa?
Além do valor pago ao vendedor, as principais despesas associadas à compra de uma casa podem incluir:
- IMT — Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis;
- Imposto do Selo sobre a aquisição;
- Imposto do Selo associado ao crédito à habitação, quando existe financiamento;
- escritura, documento particular autenticado ou procedimento equivalente;
- registos da aquisição e, quando aplicável, da hipoteca;
- avaliação bancária do imóvel;
- comissões e despesas relacionadas com o crédito;
- seguro de vida, quando exigido nas condições do financiamento;
- seguro do imóvel;
- eventuais despesas jurídicas ou técnicas;
- custos de mudança, obras e equipamento da nova habitação.
Não existe, portanto, um valor único que possa ser aplicado a todas as compras. A melhor forma de evitar surpresas é calcular individualmente cada encargo.
Vai comprar casa? Proteja o imóvel e compare antecipadamente as opções de seguro adequadas à sua situação.
Quanto deve reservar além do preço da casa?
Não é prudente definir uma percentagem universal para todas as compras. Duas casas com o mesmo preço podem gerar despesas diferentes.
Por exemplo, os encargos podem variar em função de:
- valor de aquisição;
- Valor Patrimonial Tributário (VPT);
- finalidade da habitação;
- idade e situação do comprador;
- existência ou não de financiamento;
- montante e prazo do empréstimo;
- isenções fiscais aplicáveis;
- custos do banco escolhido;
- seguros contratados;
- forma utilizada para formalizar e registar a compra.
Por isso, em vez de pensar apenas em “entrada + uma percentagem para despesas”, construa um orçamento discriminado.
| Despesa | Quando pode existir | O que influencia o valor |
|---|---|---|
| IMT | Na aquisição | Valor tributável, finalidade, localização e eventual benefício fiscal |
| Imposto do Selo da compra | Na aquisição | Valor que serve de base ao imposto |
| Imposto do Selo do crédito | Quando existe financiamento | Montante e prazo do empréstimo |
| Avaliação | Normalmente no crédito à habitação | Instituição e condições contratadas |
| Registos/formalização | Na conclusão do negócio | Atos realizados e existência de hipoteca |
| Seguros | Durante o financiamento/propriedade | Capital, imóvel, coberturas e seguradora |
| Obras e mudança | Conforme o imóvel | Estado da casa e necessidades do comprador |
IMT: uma das principais despesas na compra de casa
O Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) é um dos principais impostos associados à aquisição de imóveis em Portugal.
De acordo com a Autoridade Tributária, o imposto é suportado pelo comprador e, em regra, considera o maior entre o valor declarado na aquisição e o Valor Patrimonial Tributário (VPT).
O montante não depende apenas do preço. A finalidade do imóvel e outras características da operação influenciam o regime aplicável.
Como é calculado o IMT?
Para habitação, o cálculo pode envolver escalões e taxas diferentes. Por esse motivo, aplicar uma percentagem fixa ao preço da casa pode produzir uma estimativa errada.
Em 2026, por exemplo, a tabela do Continente para habitação própria e permanente começa com uma taxa de 0% até 106.346 €, seguindo-se diferentes escalões. Estes valores devem ser confirmados no ano em que realiza a aquisição, porque as tabelas podem ser atualizadas.
Para valores elevados existem ainda taxas únicas previstas no Código do IMT.
Exemplo prático
Imagine que encontra uma casa por 250.000 €. Não deve calcular o IMT multiplicando simplesmente 250.000 € por uma taxa encontrada numa tabela. É necessário identificar a tabela aplicável e seguir as regras do respetivo escalão.
Além disso, se o VPT fosse superior ao preço declarado, poderia ser esse valor superior a servir de referência fiscal, de acordo com as regras aplicáveis.
Antes da escritura, confirme sempre a liquidação no Portal das Finanças.
Imposto do Selo na compra de casa
Outra despesa importante é o Imposto do Selo (IS).
Segundo a Autoridade Tributária, na aquisição de uma casa o Imposto do Selo tem uma taxa de 0,8%, aplicada sobre a base utilizada para este efeito.
Assim, se a base tributável considerada for 250.000 € e não existir uma isenção aplicável, um cálculo simples de 0,8% corresponde a:
250.000 € × 0,8% = 2.000 €
Este exemplo serve apenas para demonstrar o cálculo. Benefícios fiscais e circunstâncias específicas da operação podem alterar o montante efetivamente devido.
O crédito à habitação também pode pagar Imposto do Selo?
Sim. Quando existe financiamento, não deve confundir o Imposto do Selo sobre a compra com o imposto que pode incidir sobre o crédito.
Segundo o Banco de Portugal, no crédito à habitação o Imposto do Selo sobre o montante financiado depende do prazo. Para empréstimos com prazo superior a cinco anos, a taxa indicada é de 0,6% sobre o montante financiado. Existem taxas diferentes para prazos inferiores.
O Banco de Portugal indica também a incidência de Imposto do Selo sobre determinadas comissões cobradas.
Isto significa que, quando compara propostas bancárias, deve analisar o custo global e não apenas o spread ou a prestação mensal.
IMT Jovem: pode reduzir significativamente os custos?
Os compradores elegíveis para o regime conhecido como IMT Jovem podem beneficiar de isenção de IMT e do Imposto do Selo associado à aquisição da primeira habitação própria e permanente, dentro dos requisitos e limites previstos na lei.
Esta é uma área em que é particularmente importante consultar informação atualizada. Os limites foram alterados ao longo do tempo.
Em 2026, no Continente, o primeiro escalão da tabela de IMT aplicável aos jovens elegíveis vai até 330.539 €.
A Autoridade Tributária identifica, entre os requisitos do regime, uma idade igual ou inferior a 35 anos e condições relativas à primeira aquisição de habitação própria e permanente, à situação do comprador e à titularidade de imóveis.
Não assuma que basta ter menos de 36 anos. Confirme todos os requisitos antes de contar com a isenção no seu orçamento.
Da mesma forma, não utilize artigos antigos com os limites de 2024 ou 2025 para calcular uma compra realizada em 2026.
Quanto custam a escritura e os registos?
A formalização e o registo da aquisição também têm custos.
Uma das opções disponíveis é o serviço Casa Pronta, do Instituto dos Registos e do Notariado. Este serviço permite realizar num único local vários procedimentos relacionados com a aquisição e o registo do imóvel.
Segundo a informação oficial disponível, o Casa Pronta indica atualmente:
- 375 € para um processo com um único ato de registo, como uma aquisição;
- 700 € quando são praticados vários atos, como pode acontecer numa compra com financiamento bancário e hipoteca;
- 50 € adicionais por cada prédio adicional.
Estes montantes dizem respeito ao serviço indicado e não significam que todas as compras de casa tenham obrigatoriamente este custo. O valor final depende da forma de formalização escolhida e dos atos necessários.
Já calculou os impostos e a escritura? Inclua também o seguro no orçamento para conhecer melhor o custo real associado à sua nova casa.
Custos associados ao crédito à habitação
Se precisar de financiamento, surgem despesas que um comprador que paga integralmente com capitais próprios pode não ter.
É precisamente aqui que muitos orçamentos ficam incompletos.
Avaliação do imóvel
O banco necessita de conhecer o valor do imóvel dado como garantia. Para esse efeito pode existir uma avaliação realizada por um perito avaliador independente.
O custo não deve ser presumido, pois pode variar entre instituições e propostas.
Segundo o Banco de Portugal, quando a avaliação é suportada pelo consumidor, este é titular do relatório e dos restantes documentos da avaliação. Existem ainda regras específicas relativamente à disponibilização do relatório e a uma eventual segunda avaliação.
Comissões bancárias
O financiamento pode envolver comissões e despesas cobradas no início ou durante o contrato.
O Banco de Portugal esclarece que só pode ser cobrada uma comissão pela análise e decisão do pedido de concessão de crédito, sem prejuízo de despesas ou comissões relacionadas com a avaliação do imóvel.
Por isso, peça a discriminação completa dos encargos antes de aceitar uma proposta.
Não compare apenas o spread
Um spread aparentemente baixo não significa automaticamente que determinado crédito é o mais barato.
Ao comparar propostas semelhantes, preste especial atenção à TAEG — Taxa Anual de Encargos Efetiva Global.
A TAEG procura refletir o custo total do crédito, incluindo elementos como juros, determinadas comissões, impostos, seguros exigidos para obtenção do crédito e outros encargos previstos nas regras aplicáveis.
Analise também o MTIC — Montante Total Imputado ao Consumidor. Este indicador ajuda a perceber o montante global associado ao empréstimo ao longo do contrato.
Seguros associados à compra de casa
Os seguros merecem uma linha própria no orçamento. Mesmo quando o prémio mensal parece pequeno quando comparado com a prestação da casa, o custo acumulado ao longo dos anos pode ser relevante.
Seguro do imóvel
Em propriedade horizontal, existe uma obrigação legal de seguro contra o risco de incêndio nos termos aplicáveis. Na prática, são também comuns seguros multirriscos habitação com coberturas mais abrangentes.
Dependendo do contrato, estas soluções podem cobrir riscos adicionais além do incêndio.
Antes de contratar, compare:
- capital seguro;
- coberturas incluídas;
- exclusões;
- franquias;
- assistência;
- prémio anual;
- condições de atualização do capital.
Seguro de vida no crédito à habitação
O seguro de vida é frequentemente associado ao crédito à habitação nas condições apresentadas pelas instituições financeiras.
O preço pode variar de forma significativa de pessoa para pessoa e ao longo do contrato, pelo que olhar apenas para o primeiro prémio pode dar uma imagem incompleta.
Compare o custo do seguro juntamente com as restantes condições do financiamento. Uma bonificação no spread associada à contratação de produtos pode ser interessante numa situação e menos vantajosa noutra.
Proteja a sua nova casa. Uma simulação permite conhecer as opções e avaliar o seguro dentro do orçamento global da compra.
Outras despesas na compra de casa que deve prever
Impostos, banco e registos são apenas uma parte do orçamento. Existem despesas menos óbvias que podem surgir antes ou imediatamente depois da compra.
Contrato-promessa de compra e venda
O contrato-promessa de compra e venda, conhecido como CPCV, é frequentemente utilizado antes da conclusão da aquisição.
É habitual existir a entrega de um sinal. Embora o sinal faça parte da dinâmica financeira da aquisição e não deva ser confundido automaticamente com um imposto ou custo administrativo, implica ter liquidez disponível numa fase inicial.
Antes de assinar, confirme cuidadosamente condições, prazos, documentação e consequências de um eventual incumprimento. Em operações complexas, aconselhamento jurídico independente pode justificar o respetivo custo.
Certidões e documentação
Consoante o processo, pode ser necessário consultar ou obter documentação relacionada com o imóvel.
O registo predial permite verificar informação jurídica relevante, incluindo propriedade e encargos associados ao imóvel.
Esta verificação é especialmente importante antes de assumir compromissos financeiros significativos.
Obras e reparações
Uma casa pode parecer pronta a habitar durante a visita e, ainda assim, exigir despesas logo após a compra.
Considere verificar elementos como:
- instalação elétrica;
- canalização;
- humidades e infiltrações;
- isolamento térmico;
- janelas;
- aquecimento e climatização;
- eletrodomésticos;
- pintura;
- estado das áreas comuns, quando aplicável.
Numa moradia, avalie ainda cobertura, fachadas, terreno, muros, drenagem e outras estruturas exteriores.
Condomínio
Ao comprar uma fração num condomínio, informe-se antecipadamente sobre a quota regular e possíveis despesas extraordinárias.
Procure perceber se existem obras aprovadas ou previstas no edifício. Uma intervenção relevante na fachada, cobertura ou elevadores pode representar um custo importante depois da aquisição.
Mudança, mobiliário e equipamentos
Transporte, mobiliário, iluminação, eletrodomésticos, telecomunicações e pequenos trabalhos podem parecer despesas secundárias isoladamente, mas somam rapidamente.
Crie um orçamento separado para a fase posterior à escritura.
IMI depois da compra
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) não deve ser confundido com o IMT.
O IMT está associado à transmissão do imóvel. O IMI é um imposto periódico relacionado com a propriedade imobiliária, sujeito às regras e eventuais isenções aplicáveis.
Ao avaliar se consegue suportar determinada casa, considere também os custos recorrentes depois da compra.
Passo a passo para calcular as despesas na compra de casa
Um orçamento organizado reduz a probabilidade de chegar à escritura sem liquidez suficiente. Pode seguir estes passos:
1. Defina o preço máximo da casa
Comece pelas suas poupanças, rendimentos e capacidade financeira. Não determine o preço máximo apenas pelo montante que o banco poderá financiar.
2. Determine quanto precisa de financiar
Calcule a diferença entre os capitais próprios destinados à aquisição e o preço do imóvel, sem consumir toda a reserva disponível para impostos e outras despesas.
3. Calcule o IMT
Use a tabela correspondente ao ano da compra, finalidade e situação aplicável. Confirme sempre os valores no Portal das Finanças.
4. Calcule o Imposto do Selo
Considere separadamente o imposto associado à aquisição e, quando exista crédito, o imposto relacionado com o financiamento.
5. Peça ao banco a lista de encargos
Não se limite à prestação. Confirme avaliação, comissões, impostos, seguros e restantes custos relevantes.
6. Acrescente formalização e registos
Confirme antecipadamente quanto custará o procedimento que irá utilizar e quais os atos necessários.
7. Faça simulações dos seguros
Compare coberturas e custos. Analise também o impacto das condições dos seguros na proposta de crédito.
8. Crie uma reserva para imprevistos
Depois de somar os custos conhecidos, preserve uma margem financeira para mudança, reparações e despesas inesperadas.
| Categoria | Valor estimado | Valor confirmado |
|---|---|---|
| Entrada/capitais próprios | € | € |
| IMT | € | € |
| IS da aquisição | € | € |
| IS do financiamento | € | € |
| Avaliação bancária | € | € |
| Comissões/despesas bancárias | € | € |
| Formalização e registos | € | € |
| Seguros | € | € |
| Obras/mudança | € | € |
| Reserva adicional | € | € |
Erros comuns ao calcular as despesas de comprar casa
Contar apenas com a entrada
Ter dinheiro suficiente para a entrada não significa necessariamente ter dinheiro suficiente para concluir a compra. Impostos e outros encargos podem exigir liquidez adicional.
Usar tabelas de IMT desatualizadas
Os escalões podem ser atualizados. Uma calculadora ou artigo antigo pode apresentar resultados diferentes dos aplicáveis no momento da compra.
Confundir IMT, IMI e Imposto do Selo
São impostos diferentes. Saber distingui-los facilita a preparação do orçamento e evita duplicações ou omissões nos cálculos.
Olhar apenas para a prestação do crédito
A prestação é importante, mas não representa todo o custo do financiamento. TAEG, MTIC, seguros, comissões e impostos ajudam a construir uma comparação mais completa.
Escolher o seguro apenas pelo preço inicial
Compare coberturas, exclusões, capitais, franquias e evolução previsível dos prémios. O seguro mais barato no primeiro momento não é necessariamente o mais adequado ao longo do financiamento.
Ficar sem fundo de emergência depois da escritura
Utilizar praticamente todas as poupanças na aquisição aumenta a vulnerabilidade financeira perante uma reparação, perda de rendimento ou outra despesa inesperada.
Checklist antes de comprar casa
- Definir o orçamento máximo.
- Conhecer o capital próprio disponível.
- Obter e comparar propostas de crédito.
- Verificar a TAEG e o MTIC.
- Calcular o IMT com as tabelas em vigor.
- Verificar eventual direito ao IMT Jovem ou outra isenção.
- Calcular o Imposto do Selo.
- Confirmar custos de avaliação e comissões.
- Confirmar custos da formalização e dos registos.
- Comparar seguros.
- Verificar documentação e situação jurídica do imóvel.
- Avaliar obras necessárias.
- Confirmar encargos do condomínio.
- Reservar dinheiro para mudança e equipamento.
- Manter uma margem para imprevistos.
Está a preparar a compra da sua casa? Acrescente o seguro às contas antes de tomar a decisão final.
Perguntas frequentes sobre despesas na compra de casa
Quais são as despesas ao comprar uma casa?
As principais despesas podem incluir IMT, Imposto do Selo, formalização e registos, avaliação bancária, comissões relacionadas com o crédito, seguros e eventuais custos jurídicos, técnicos, de mudança ou obras.
Quanto tenho de pagar além do preço da casa?
Depende do valor do imóvel, situação fiscal do comprador, existência de crédito, montante financiado, custos bancários e seguros. Não existe uma percentagem única adequada a todas as compras.
Quem compra casa paga sempre IMT?
Não. Existem situações de isenção previstas na lei. Em 2026, por exemplo, existem regras específicas para determinadas aquisições de habitação própria e permanente e para compradores elegíveis ao IMT Jovem.
Qual é o valor do Imposto do Selo na compra de casa?
Na aquisição, a Autoridade Tributária indica uma taxa de 0,8% sobre a base relevante para o imposto. Se existir crédito à habitação, podem existir adicionalmente encargos de Imposto do Selo relacionados com o financiamento.
Quem tem até 35 anos não paga IMT?
Não automaticamente. O IMT Jovem prevê benefícios para compradores elegíveis até aos 35 anos, mas existem outros requisitos legais. Em 2026, o primeiro escalão aplicável no Continente aos jovens abrangidos vai até 330.539 €.
Quanto custa o Casa Pronta?
Segundo a informação oficial do Instituto dos Registos e do Notariado, um processo relativo a um prédio custa 375 € quando envolve um único ato de registo e 700 € quando envolve mais do que um ato, como pode acontecer numa compra com financiamento. Podem existir custos adicionais em situações específicas.
O banco cobra pela avaliação da casa?
Pode existir um custo associado à avaliação do imóvel. O valor e as condições devem ser consultados na proposta e documentação disponibilizadas pela instituição de crédito.
O seguro deve entrar nas despesas da compra?
Sim. Sobretudo quando existe crédito à habitação, os seguros podem representar um custo relevante durante vários anos. Devem ser considerados juntamente com os restantes encargos do financiamento.
É melhor comparar crédito pela TAN ou pela TAEG?
Para comparar o custo de propostas equivalentes, a TAEG é especialmente relevante porque integra vários encargos para além dos juros. Também deve consultar o MTIC e analisar individualmente as condições de cada proposta.
Conclusão: calcule as despesas antes de escolher a casa
Conhecer antecipadamente as despesas na compra de casa permite tomar uma decisão financeira mais segura e reduz o risco de descobrir custos importantes quando o negócio já está avançado.
Comece pelo preço do imóvel, mas não termine aí. Calcule IMT e Imposto do Selo, confirme os encargos bancários, considere a formalização e os registos e inclua seguros, obras, mudança e uma margem para imprevistos.
Se beneficiar de uma isenção, como o IMT Jovem, confirme sempre os requisitos e limites aplicáveis no ano da aquisição. As regras fiscais podem mudar e alguns valores encontrados online ficam rapidamente desatualizados.
Por fim, trate o seguro como parte do orçamento global da casa e não como uma decisão de última hora. Comparar antecipadamente permite avaliar coberturas, custos e condições com maior tranquilidade.
Vai avançar com a compra? Faça uma simulação e descubra opções de seguro para proteger a sua nova casa.
Informação atualizada em outubro de 2026. Este conteúdo tem natureza informativa e não substitui aconselhamento fiscal, jurídico, financeiro ou de seguros adaptado à situação concreta do leitor. Confirme sempre os valores e requisitos em vigor junto das entidades oficiais e prestadores envolvidos.
Este artigo foi preparado por:

Flávia Moreira
Consultora da Oficial Seguros
Este artigo foi preparado pela Flávia Moreira, que acompanha clientes na proteção da sua habitação e património. O seu trabalho passa por analisar cada situação de forma detalhada, garantindo que as soluções escolhidas estão ajustadas à realidade de cada cliente. Através de um acompanhamento próximo, ajuda a evitar falhas de cobertura e a tomar decisões mais seguras.









