Seguro contra terceiros - o que é e utilidade

Seguro contra terceiros: o que é e utilidade

O Seguro contra terceiros é a proteção automóvel mais básica e está associado ao seguro obrigatório de responsabilidade civil.

A sua principal função é proteger as pessoas que sofrem danos causados pela circulação de um veículo.

Imagine que perde o controlo do automóvel e embate noutro carro. O outro veículo fica danificado e um dos ocupantes sofre ferimentos. Se for responsável pelo acidente, podem existir despesas de reparação, tratamentos médicos e indemnizações.

É precisamente para responder a este tipo de responsabilidade que existe o seguro obrigatório automóvel.

Contudo, há uma dúvida frequente: o seguro contra terceiros paga a reparação do meu próprio carro?

Em regra, não. A cobertura de responsabilidade civil protege os terceiros lesados pelos danos abrangidos pelo contrato. Para proteger o seu próprio veículo contra colisão, choque, capotamento ou outros riscos, pode ser necessário contratar coberturas de danos próprios.

Entre estes dois extremos existem ainda seguros vulgarmente chamados de “terceiros alargado”. Podem adicionar proteção contra furto, roubo, incêndio, quebra de vidros ou fenómenos da natureza, consoante a proposta da seguradora.

Neste guia explicamos o que cobre um seguro contra terceiros, quais são as suas limitações, quando é obrigatório e em que situações poderá valer a pena contratar uma proteção mais ampla.

O que é um Seguro contra terceiros?

“Seguro contra terceiros” é uma expressão comercial e popular utilizada para identificar um seguro automóvel centrado na cobertura de responsabilidade civil.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões explica que, num seguro de responsabilidade civil, o segurador cobre o risco de o segurado ter de indemnizar terceiros pelos danos que lhes cause.

No contexto automóvel, esta proteção tem uma importância especial. Um acidente rodoviário pode provocar danos materiais e corporais de valor muito elevado.

O responsável pode não ter capacidade financeira para pagar a reparação de vários veículos, tratamentos médicos ou indemnizações relacionadas com lesões graves.

O sistema de seguro obrigatório procura proteger os lesados, garantindo uma fonte de indemnização dentro das regras e limites aplicáveis.

O que significa responsabilidade civil automóvel?

A responsabilidade civil está relacionada com a obrigação de reparar danos causados a outras pessoas.

Num acidente automóvel, podem existir:

  • Danos noutros veículos;
  • Danos em edifícios;
  • Danos em muros ou portões;
  • Danos em sinais de trânsito;
  • Ferimentos em peões;
  • Lesões em ciclistas;
  • Danos sofridos por passageiros;
  • Outros prejuízos indemnizáveis nos termos aplicáveis.

O seguro não significa que o condutor deixa de ser responsável pelo acidente. Significa que o segurador assume a regularização e o pagamento dos danos abrangidos pelo contrato e pelo regime legal, até aos limites aplicáveis.

Quem é considerado terceiro?

De forma simples, um terceiro é uma pessoa lesada pelo acontecimento e que pode ter direito a indemnização ao abrigo da responsabilidade civil do responsável.

Pode ser:

  • O condutor de outro veículo;
  • Um passageiro;
  • Um peão;
  • Um ciclista;
  • O proprietário de um imóvel danificado;
  • Outra pessoa que sofra danos abrangidos.

A determinação concreta de quem tem direito a indemnização depende das circunstâncias do acidente e das regras legais.

Não deve assumir que todas as pessoas envolvidas são automaticamente tratadas da mesma forma.

A posição do condutor responsável, dos passageiros e dos restantes lesados pode ter consequências diferentes.

Para que serve o seguro contra terceiros?

A principal utilidade é garantir a proteção dos lesados quando um veículo causa danos.

Sem um sistema obrigatório, uma vítima poderia enfrentar um problema sério: ter direito a uma indemnização, mas o responsável pelo acidente não possuir dinheiro suficiente para a pagar.

A ASF refere precisamente esta função de proteção dos lesados ao explicar a importância do seguro automóvel obrigatório.

Na prática, o seguro contra terceiros serve para:

  • Responder por danos materiais abrangidos causados a terceiros;
  • Responder por danos corporais abrangidos;
  • Proteger os interesses dos lesados;
  • Evitar que o responsável tenha de suportar diretamente indemnizações abrangidas pelo seguro;
  • Cumprir a obrigação legal de seguro nos veículos sujeitos ao respetivo regime.

Esta cobertura é particularmente importante nos acidentes graves.

Um pequeno toque num para-choques pode representar algumas centenas ou milhares de euros. Porém, um acidente com vários veículos e feridos pode originar prejuízos incomparavelmente superiores.

É por isso que o seguro de responsabilidade civil não deve ser visto apenas como “um papel obrigatório para conduzir”. É um mecanismo de proteção financeira e social.

O Seguro contra terceiros é obrigatório em Portugal?

Sim. Para os veículos abrangidos pelo regime legal, é obrigatório contratar um seguro de responsabilidade civil automóvel.

Segundo o Portal do Consumidor da ASF, o seguro de responsabilidade civil dos veículos terrestres a motor e dos seus reboques é obrigatório para proteger os lesados dos prejuízos causados pelos veículos.

Em 2025, o regime português foi alterado pelo Decreto-Lei n.º 26/2025, que completou a transposição da Diretiva europeia relativa ao seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel.

As alterações atualizaram, entre outros aspetos, o conceito de veículo sujeito ao seguro obrigatório.

Que veículos estão sujeitos ao seguro obrigatório?

De acordo com a informação divulgada pela ASF sobre o regime introduzido em 2025, passam a estar abrangidos os veículos que:

  • Se destinem a circular sobre o solo;
  • Sejam acionados exclusivamente por força mecânica;
  • Tenham velocidade máxima de projeto superior a 25 km/h; ou
  • Tenham peso líquido superior a 25 kg e velocidade máxima de projeto superior a 14 km/h.

O enquadramento concreto deve ser confirmado quando existem veículos menos convencionais, como determinados equipamentos elétricos ou novos meios de mobilidade.

Não presuma que apenas os automóveis ligeiros e motociclos precisam de seguro.

Se tem dúvidas sobre um veículo específico, confirme o regime aplicável antes de o utilizar.

O que cobre um Seguro contra terceiros?

A cobertura base está centrada nos danos causados a terceiros em consequência da responsabilidade civil abrangida pelo seguro.

É importante distinguir danos corporais de danos materiais.

Danos corporais

São danos relacionados com lesões físicas ou morte.

Podem envolver:

  • Despesas médicas;
  • Tratamentos;
  • Internamentos;
  • Reabilitação;
  • Incapacidades;
  • Perda de rendimentos, quando indemnizável;
  • Outros danos reconhecidos nos termos legais;
  • Indemnizações relacionadas com morte.

A avaliação de danos corporais pode ser complexa. Um ferimento aparentemente simples no momento do acidente pode exigir acompanhamento médico prolongado.

Por essa razão, deve existir documentação clínica e uma participação correta do sinistro.

Danos materiais

São prejuízos causados em bens.

O exemplo mais comum é a reparação de outro automóvel. Contudo, a responsabilidade civil pode abranger outros bens danificados.

Imagine que um condutor sai da estrada e embate num muro, num portão e num automóvel estacionado.

Podem existir vários lesados e diferentes danos materiais relacionados com o mesmo acidente.

A seguradora analisa a responsabilidade e os prejuízos apresentados antes de regularizar o sinistro.

Os passageiros estão protegidos?

O seguro obrigatório de responsabilidade civil protege os passageiros transportados no veículo, nos termos do regime aplicável.

No entanto, a situação do condutor responsável não deve ser confundida com a dos passageiros.

A cobertura obrigatória de responsabilidade civil não funciona como um seguro de acidentes pessoais do condutor responsável.

Se pretende proteção para danos corporais sofridos pelo próprio condutor, deve verificar a existência de uma cobertura específica de acidentes pessoais ou proteção do condutor.

O seu seguro automóvel oferece apenas a proteção mínima ou inclui coberturas úteis para o seu dia a dia? Peça uma análise e conheça opções adequadas ao seu veículo.

Compare a sua proteção antes de renovar.

O que não está coberto pelo seguro contra terceiros?

A principal limitação é simples: os danos no seu próprio veículo não ficam automaticamente cobertos quando é responsável pelo acidente.

Imagine que conduz numa estrada molhada, perde o controlo do automóvel e embate num carro estacionado.

O seguro de responsabilidade civil pode responder pelos danos do veículo estacionado.

Mas quem paga a reparação do seu carro?

Se tiver apenas a cobertura obrigatória de responsabilidade civil, poderá ter de suportar o custo da sua própria reparação.

Um seguro base também não inclui automaticamente:

Algumas destas coberturas podem ser adicionadas. A composição depende do produto comercializado pela seguradora.

Por isso, duas propostas apresentadas como “seguro contra terceiros” podem ter diferenças importantes.

Qual é a diferença entre seguro contra terceiros e danos próprios?

A diferença principal está no veículo seguro.

O seguro de responsabilidade civil protege terceiros contra os danos pelos quais o segurado ou condutor seja responsável nos termos abrangidos.

As coberturas de danos próprios podem proteger o próprio veículo contra riscos definidos no contrato.

SituaçãoTerceiros baseDanos próprios
Danos no carro de terceiroPode cobrirResponsabilidade civil aplicável
Ferimentos de terceirosPode cobrirResponsabilidade civil aplicável
Colisão do próprio carro com culpaNãoPode cobrir
CapotamentoNãoPode cobrir
Furto do próprio veículoNão na cobertura basePode estar incluído
Incêndio do próprio veículoNão na cobertura basePode estar incluído
Quebra isolada de vidrosSó se contratadaDepende da apólice

A expressão “seguro contra todos os riscos” também pode criar confusão.

Na prática, nenhum seguro cobre literalmente todos os riscos. O contrato tem coberturas, exclusões, franquias, limites e condições.

É mais rigoroso falar num seguro com coberturas de danos próprios.

Quer saber quanto pode pagar pelo seu seguro automóvel? Faça uma simulação e conheça opções ajustadas ao seu veículo.

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O que é um seguro contra terceiros alargado?

“Terceiros alargado” é uma designação comercial normalmente utilizada para uma solução que mantém a responsabilidade civil e adiciona algumas coberturas sobre o próprio veículo.

Pode representar um ponto intermédio entre o seguro mínimo obrigatório e uma proteção de danos próprios mais completa.

As coberturas variam entre seguradoras. Podem incluir:

Não existe uma composição universal para um “terceiros alargado”.

Leia a proposta e confirme cada cobertura individualmente.

Quebra isolada de vidros

Esta cobertura pode suportar a reparação ou substituição de vidros abrangidos quando ocorre uma quebra isolada.

Confirme quais os elementos incluídos:

  • Para-brisas;
  • Vidro traseiro;
  • Vidros laterais;
  • Teto panorâmico;
  • Faróis;
  • Espelhos.

Faróis e espelhos não são necessariamente considerados vidros abrangidos.

Veja também se existe um limite anual ou uma rede de reparadores convencionados.

Furto ou roubo

Pode proteger o veículo quando este é furtado ou roubado nas condições definidas pela apólice.

A cobertura pode também abranger danos provocados numa tentativa de furto.

Existem normalmente procedimentos específicos para participar a ocorrência às autoridades e à seguradora.

Os objetos pessoais deixados dentro do carro não ficam automaticamente abrangidos pela cobertura de furto do veículo.

Incêndio

A cobertura pode responder por danos causados ao próprio veículo por incêndio, raio ou explosão, de acordo com as definições contratuais.

É necessário analisar as exclusões relativas a avarias mecânicas, problemas elétricos internos ou falta de manutenção.

Fenómenos da natureza

Tempestades, inundações e queda de árvores podem causar danos significativos.

Uma cobertura de fenómenos da natureza pode ser particularmente relevante para quem estaciona habitualmente na rua ou vive numa zona exposta.

Confirme quais os fenómenos abrangidos e se existe franquia.

Assistência em viagem faz parte do seguro contra terceiros?

Pode fazer, mas não deve assumir que está incluída em todas as propostas.

A assistência em viagem pode ser útil quando o automóvel fica imobilizado devido a avaria ou acidente.

Dependendo do contrato, pode incluir:

Os limites são importantes.

Uma apólice pode disponibilizar reboque apenas até uma determinada distância. Outra pode transportar o veículo para uma oficina escolhida pelo segurado dentro de limites definidos.

Se conduz frequentemente fora de Portugal, confirme a área territorial da assistência.

O que é a proteção jurídica no seguro automóvel?

A proteção jurídica pode prestar apoio em determinados conflitos relacionados com a utilização do veículo.

Pode abranger despesas de defesa ou reclamação jurídica, de acordo com as condições e limites contratados.

Imagine que existe uma divergência sobre a responsabilidade num acidente. Dependendo da cobertura, poderá existir apoio para reclamar os seus direitos.

Não confunda proteção jurídica com a responsabilidade civil.

A responsabilidade civil indemniza terceiros pelos danos abrangidos.

A proteção jurídica está relacionada com apoio e despesas jurídicas em situações definidas na apólice.

Quanto custa um Seguro contra terceiros?

Não existe um preço único.

O prémio é calculado pela seguradora com base nos seus critérios de tarifação e nas características do risco.

Podem ser considerados fatores como:

  • Idade do condutor;
  • Experiência de condução;
  • Histórico de sinistros;
  • Características do veículo;
  • Potência;
  • Utilização do automóvel;
  • Zona de circulação;
  • Quilometragem, quando considerada;
  • Coberturas contratadas;
  • Capitais;
  • Franquias;
  • Forma de pagamento.

Um condutor jovem com pouca experiência pode receber uma proposta diferente da apresentada a um condutor com vários anos sem sinistros.

O preço também pode mudar quando se adicionam coberturas.

Por exemplo, incluir quebra isolada de vidros, furto e assistência em viagem pode aumentar o prémio. No entanto, o custo adicional deve ser comparado com a proteção obtida.

Não escolha apenas pelo valor anual.

Uma diferença de algumas dezenas de euros pode corresponder a limites de assistência, capitais ou coberturas bastante diferentes.

Quer perceber se está a pagar por uma proteção adequada ao seu automóvel? Compare coberturas, limites e assistência antes da próxima renovação.

Uma simulação pode ajudar a comparar opções.

Quando faz sentido escolher um seguro contra terceiros?

Uma cobertura base pode ser adequada quando o proprietário pretende cumprir a obrigação legal e aceita suportar os danos no próprio veículo em determinados acidentes.

É frequentemente considerada para automóveis com baixo valor comercial.

Imagine um carro com 18 anos e um valor de mercado reduzido. O proprietário pode concluir que o custo anual de uma proteção ampla não compensa o valor económico do veículo.

Contudo, a idade do carro não deve ser o único critério.

Faça estas perguntas:

  • Conseguiria pagar a reparação depois de um acidente com culpa?
  • Conseguiria substituir o carro se fosse furtado?
  • Depende do veículo para trabalhar?
  • O automóvel dorme na rua?
  • Circula frequentemente em zonas de risco?
  • Conduz muitos quilómetros por ano?
  • Tem poupanças para uma emergência automóvel?

Um automóvel pode ter baixo valor de mercado e continuar a ser essencial para a família.

Se perder o carro significar perder a capacidade de ir trabalhar, uma cobertura adicional pode ter uma utilidade que ultrapassa o valor comercial do veículo.

Quando pode valer a pena contratar danos próprios?

As coberturas de danos próprios merecem especial análise quando:

  • O automóvel é novo ou recente;
  • O veículo tem valor comercial elevado;
  • Existe financiamento;
  • Não conseguiria pagar uma reparação significativa;
  • Depende diariamente do automóvel;
  • Conduz muitos quilómetros;
  • Pretende proteção contra colisão, choque ou capotamento.

Se comprou um automóvel por 35.000 euros e não tem capacidade para o substituir em caso de perda total num acidente da sua responsabilidade, uma proteção de danos próprios pode merecer consideração.

Analise também a franquia.

Uma franquia de 500 euros significa que o segurado suporta a parte do prejuízo definida no contrato até esse valor ou nos termos estabelecidos.

Uma franquia superior pode reduzir o prémio, mas aumenta a quantia que terá de suportar num sinistro abrangido.

Seguro barato é sempre a melhor opção?

Não.

O preço é importante, mas deve ser comparado com o conteúdo da apólice.

Uma proposta 40 euros mais barata pode:

Compare propostas equivalentes.

Se uma inclui furto e outra não, não está a comparar apenas preços diferentes. Está a comparar produtos diferentes.

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O que fazer depois de um acidente?

Os primeiros minutos após um acidente podem ser confusos. Mantenha a segurança como prioridade.

1. Verifique se existem feridos

Se existirem feridos ou uma situação de emergência, ligue para o 112.

Não mova uma pessoa ferida sem necessidade imediata de segurança, salvo indicação dos serviços de emergência.

2. Sinalize o local

Adote as medidas de segurança rodoviária aplicáveis e evite criar um novo acidente.

3. Recolha informação

Anote:

  • Matrículas;
  • Identificação dos intervenientes;
  • Dados dos seguros;
  • Contactos;
  • Local;
  • Hora;
  • Condições da via.

4. Tire fotografias

Registe a posição dos veículos, danos, sinais, marcas na estrada e envolvente, quando seja seguro fazê-lo.

5. Preencha a declaração amigável

A Declaração Amigável de Acidente Automóvel ajuda a reunir a informação necessária.

O preenchimento da declaração não significa, por si só, uma admissão definitiva de culpa.

6. Participe o acidente à seguradora

Comunique o sinistro dentro dos prazos e através dos canais previstos.

Entregue a documentação e responda aos pedidos de informação.

O que acontece se o outro veículo não tiver seguro?

Portugal dispõe do Fundo de Garantia Automóvel, cuja gestão é assegurada pela ASF.

O Fundo intervém em situações previstas na lei relacionadas, por exemplo, com acidentes causados por veículos sem seguro válido ou, em determinadas circunstâncias, por responsáveis desconhecidos.

A intervenção depende do tipo de dano e das condições legais.

O Fundo não deve ser entendido como uma alternativa ao seguro obrigatório.

Quando paga indemnizações em situações abrangidas, podem existir mecanismos legais para reclamar valores aos responsáveis.

Se suspeita que o veículo responsável não tem seguro, reúna a identificação disponível e contacte as autoridades e entidades competentes.

É possível conduzir sem seguro contra terceiros?

Não deve circular com um veículo sujeito ao seguro obrigatório sem uma apólice válida.

A ASF esclarece que um veículo sem seguro obrigatório se encontra numa situação ilegal. O veículo pode ser apreendido e o proprietário pode ficar sujeito ao pagamento de uma coima.

Além das consequências legais, existe um enorme risco financeiro.

Se provocar um acidente sem seguro, poderá enfrentar responsabilidade pelos prejuízos causados e pelas quantias reclamadas nos termos legais.

Um acidente com feridos graves pode originar valores muito superiores ao património de uma família.

Confirme a validade do seguro e o pagamento do prémio.

Não presuma que a apólice continua válida apenas porque não recebeu uma chamada da seguradora.

Posso apresentar o comprovativo do seguro no telemóvel?

A ASF divulgou em novembro de 2024 que o documento comprovativo do seguro automóvel pode ser adicionado à carteira digital da aplicação oficial id.gov.

Esta possibilidade facilita a apresentação do documento em formato digital nas condições aplicáveis.

Ainda assim, deve garantir que consegue aceder à documentação necessária e que os dados da apólice estão atualizados.

Erros comuns ao escolher um Seguro contra terceiros

Pensar que o próprio carro fica protegido

A responsabilidade civil não paga automaticamente os danos do veículo seguro quando o condutor é responsável pelo acidente.

Confundir terceiros alargado com danos próprios

Ter furto, incêndio e vidros não significa necessariamente ter cobertura de colisão, choque e capotamento.

Escolher apenas pelo preço

Compare assistência, proteção do condutor, franquias e coberturas facultativas.

Não declarar o condutor habitual

Responda corretamente às perguntas da seguradora sobre utilização e condutores.

Ignorar a assistência em viagem

Uma avaria longe de casa pode gerar despesas de reboque e transporte.

Não verificar o capital do veículo em danos próprios

Se contratar proteção do próprio automóvel, acompanhe a atualização do valor seguro e as regras aplicáveis em caso de perda total.

Não ler as exclusões

Condução sem habilitação legal, utilização diferente da declarada e outras situações previstas no contrato podem ter consequências importantes.

Deixar a apólice caducar

Confirme as datas e o pagamento. Circular sem seguro obrigatório é ilegal.

Passo a passo para escolher um seguro automóvel

Passo 1: avalie o valor do veículo

Considere o valor comercial e o custo de substituição do automóvel.

Passo 2: calcule a sua capacidade para suportar um prejuízo

Pergunte quanto conseguiria pagar imediatamente numa reparação.

Passo 3: defina as coberturas essenciais

Além da responsabilidade civil obrigatória, avalie vidros, furto, incêndio, fenómenos da natureza e danos próprios.

Passo 4: analise a assistência

Confirme reboque, desempanagem, veículo de substituição e área geográfica.

Passo 5: proteja o condutor

Verifique se existe uma cobertura de acidentes pessoais do condutor e quais os capitais.

Passo 6: peça propostas equivalentes

Utilize as mesmas coberturas e franquias para comparar preços.

Passo 7: leia as exclusões

Não espere pelo acidente para descobrir uma limitação importante.

Passo 8: confirme a forma de participação de sinistros

Guarde os contactos da assistência e da seguradora.

Passo 9: reveja o seguro antes da renovação

O valor do veículo e as suas necessidades mudam. Uma cobertura adequada há cinco anos pode não ser a melhor atualmente.

Procura uma proteção adequada sem pagar mais do que o necessário? Faça uma simulação de seguro automóvel.

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Checklist para comparar seguros contra terceiros

Cobertura ou condiçãoConfirmar
Responsabilidade civil obrigatória
Assistência em viagem
Proteção do condutor
Quebra isolada de vidros
Furto ou roubo
Incêndio
Fenómenos da natureza
Proteção jurídica
Franquias
Área territorial

Perguntas frequentes sobre Seguro contra terceiros

O que é um seguro contra terceiros?

É a designação habitualmente utilizada para um seguro automóvel centrado na responsabilidade civil. A cobertura protege terceiros pelos danos abrangidos causados pelo veículo seguro.

O seguro contra terceiros é obrigatório?

O seguro de responsabilidade civil automóvel é obrigatório para os veículos abrangidos pelo regime legal. Circular sem seguro válido coloca o veículo numa situação ilegal.

O seguro contra terceiros paga o meu carro?

Não quando se trata apenas da cobertura de responsabilidade civil e é responsável pelos danos no próprio veículo. Para proteger o seu carro contra colisão, choque ou capotamento, poderá precisar de coberturas de danos próprios.

O seguro contra terceiros cobre os passageiros?

Os passageiros estão protegidos pelo seguro obrigatório nos termos aplicáveis. A situação do condutor responsável é diferente e pode justificar uma cobertura específica de proteção do condutor.

O que é terceiros alargado?

É uma designação comercial para um seguro que acrescenta coberturas à responsabilidade civil. Pode incluir furto, incêndio, vidros ou fenómenos da natureza. A composição varia entre seguradoras.

Terceiros alargado cobre acidentes com culpa?

Não necessariamente os danos do próprio veículo. Se não existir cobertura de colisão, choque ou capotamento, o seu automóvel pode ficar sem proteção nesses acidentes.

Quebra de vidros está incluída?

Apenas quando a cobertura é contratada ou incluída na modalidade escolhida. Confirme os vidros abrangidos e os limites.

O seguro contra terceiros inclui reboque?

O reboque pode estar disponível através da assistência em viagem. Esta cobertura e os respetivos limites devem ser confirmados na apólice.

Posso conduzir um carro sem seguro?

Não deve circular com um veículo sujeito ao seguro obrigatório sem uma apólice válida. O veículo pode ser apreendido e o proprietário pode ficar sujeito a coima.

O que acontece se tiver um acidente com um carro sem seguro?

O Fundo de Garantia Automóvel pode intervir em situações previstas na lei. A cobertura depende das circunstâncias e do tipo de danos.

Vale a pena ter apenas seguro contra terceiros num carro antigo?

Pode fazer sentido quando o valor do automóvel é reduzido e o proprietário aceita suportar os danos do próprio veículo. Contudo, deve considerar a dependência do carro e a capacidade financeira para o substituir.

Qual é o seguro automóvel mais barato?

O preço depende do condutor, veículo, histórico e coberturas. A proposta mais barata não é necessariamente a mais adequada. Compare produtos equivalentes.

O seguro contra terceiros é uma proteção essencial, mas tem limites

O Seguro contra terceiros cumpre uma função fundamental: proteger as pessoas que sofrem danos causados pela circulação de um veículo.

Em Portugal, a responsabilidade civil automóvel é obrigatória para os veículos abrangidos pelo regime legal. Sem um seguro válido, o veículo encontra-se numa situação ilegal e podem existir consequências como apreensão e coima.

No entanto, cumprir a obrigação legal não significa que o seu próprio automóvel esteja protegido.

Se provocar um acidente e tiver apenas responsabilidade civil, os danos no seu carro podem ficar a seu cargo.

É por isso que deve analisar a sua situação antes de escolher.

Um veículo antigo e de reduzido valor pode justificar uma solução simples. Um automóvel recente, financiado ou essencial para o trabalho pode beneficiar de coberturas mais amplas.

Compare responsabilidade civil, assistência em viagem, proteção do condutor, vidros, furto, incêndio e danos próprios. Verifique também franquias, limites e exclusões.

O melhor seguro não é automaticamente o mais barato nem o que inclui mais coberturas.

É aquele que responde aos riscos que não consegue ou não quer suportar sozinho.

Antes da próxima renovação, reveja a apólice e compare as condições. Alguns minutos de análise podem evitar uma despesa inesperada de milhares de euros depois de um acidente.

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Este artigo foi preparado por:

Inês Lourenço - Oficial Seguros

Este artigo foi preparado pela Inês Lourenço, que apoia na gestão e atualização de seguros automóvel. A sua intervenção permite garantir que as coberturas se mantêm ajustadas à realidade de cada cliente, evitando falhas de proteção e situações inesperadas.

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Equipa Oficial Seguros
A Equipa Oficial Seguros preparou e redigiu este artigo com base na sua experiência na mediação de seguros em Portugal. A revisão técnica do conteúdo é assegurada pela pessoa especialista identificada no banner final do artigo.

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